Indicadores

Índices de liquidez

São informações importantes para entender a capacidade da companhia de arcar com todas as suas obrigações de curto prazo.

1. Liquidez corrente: (ativo circulante/passivo circulante)

O ativo e passivo circulante são, por definição, convertidos em caixa em no máximo 12 meses. Dessa maneira, o índice nos mostra a liquidez de curto prazo da companhia.

Quanto maior o índice, melhor, pois mostra que a companhia possui mais direitos que obrigações no curto prazo. Caso seja menor que 1, indica maior necessidade de readequação do seu fluxo de caixa, para poder cumprir suas obrigações de curto prazo.

2. CCL (Capital Circulante Líquido): ativo circulante – passivo circulante

O CCL positivo dá um conforto de que a companhia vai conseguir pagar todas as suas obrigações de curto prazo sem comprometer a sua saúde financeira, uma vez que ela possui direitos de curto prazo para tal.

Caso o CCL seja negativo, muito provavelmente a companhia precisará tomar recursos com terceiros para financiar sua operação.

3. Liquidez seca: (ativo circulante – estoque)/passivo circulante

O estoque muitas vezes é o ativo circulante menos líquido da companhia. Por isso, ao retirar o estoque, é possível verificar com melhor assertividade a capacidade de pagamento da companhia no curto prazo.

Índices de Endividamento

A principal fonte de capital de uma empresa, além do recurso dos próprios sócios, é o capital de terceiros (empréstimos e financiamentos).

Nesse sentido, a companhia pode procurar os credores para operações de capital de giro, investimentos (em uma nova fábrica ou projeto) ou até mesmo para adquirir outras companhias.

Selecionamos aqui alguns índices que podem ajudar o empresário a medir o grau de endividamento da sua companhia:

Índice de alavancagem: Dívida Líquida/EBITDA

Busca entender a capacidade da companhia de arcar com as suas dívidas levando em conta o seu resultado operacional antes de impostos, juros, depreciação e amortização.

A dívida líquida é calculada da seguinte maneira: Empréstimos e Financiamentos (curto e longo prazo), subtraindo as disponibilidades (caixas e equivalentes de caixa).

Para saber mais sobre o EBITDA clique aqui

Composição do Endividamento: Passivo Circulante/Passivo Total (Circulante + Não Circulante)

Busca entender a proporção entre o endividamento de curto prazo e o endividamento total da companhia. Uma composição de 0,75, por exemplo, nos mostraria que 75% do endividamento da companhia está no curto prazo. Em geral, quanto menor o endividamento no curto prazo, menos caixa a companhia terá de desembolsar para este fim em um período curto de tempo.

Índice de Cobertura de Juros: EBIT/Despesas Financeiras

Tem como objetivo entender a capacidade de pagamento do custo da dívida contando com a geração de caixa operacional da companhia naquele período.

prazo.

Ciclo Financeiro

Os indicadores abaixo tem como objetivo auxiliar o empresário a gerir melhor seu operacional do dia a dia e fazer melhores projeções do seu fluxo de caixa.

Prazo Médio de Estoque (PME):
Tempo médio que a companhia demora para girar seu estoque.
Cálculo: (Estoque Médio/Custo da Mercadoria Vendida) x 365

Prazo Médio de Recebimento (PMR):
Tempo médio que a companhia demora para receber dos seus clientes pelas vendas realizadas.
Cálculo: (Contas a Receber/Faturamento) x 365

Prazo Médio de Pagamento (PMP):
Prazo médio que a companhia leva para pagar seus fornecedores.
Cálculo: (Contas a Pagar/Custo da Mercadoria Vendida) x 365

A partir dos cálculos acima, podemos avaliar algumas informações importantes sobre o ciclo financeiro da companhia:

Ciclo Econômico: PME:
Tempo em que a companhia leva para se desfazer do seu estoque, desde a compra até o ato da venda (não necessariamente o recebimento pela venda).

Ciclo Operacional: PME + PMR:
Tempo que a companhia precisa para comprar a matéria prima, transformar em mercadoria e receber o valor referente a venda desta mercadoria.

Ciclo Financeiro: PME + PMR – PMP:
Tempo necessário para comprar matéria prima, processar e vender subtraído do prazo de pagamento que a companhia possui com seus fornecedores.

Caso a companhia tenha um bom poder de barganha com seus clientes e consiga trabalhar somente com vendas à vista, o ciclo econômico será igual ao operacional. E quanto mais prazo ela concede aos clientes, maior o ciclo operacional (maior o tempo entre a compra e recebimento de vendas).

E quanto maior o poder de barganha com seus fornecedores, maior o prazo de pagamento, resultando em um melhor ciclo financeiro.

Um bom gestor financeiro deve pensar sempre em alternativas que diminuam o ciclo financeiro de sua empresa, sejam medidas para diminuir o tempo de recebimento ou aumentar o de pagamento.